
quarta-feira, 27 de junho de 2012
MINHA IDA AO CENTRINHO

quarta-feira, 6 de junho de 2012
COMPLICAÇÕES OTOLÓGICAS EM CRIANÇAS FISSURADAS
Complicações otológicas em crianças
fissuradas
[
Autor(es):
Ariovaldo Armando da Silva*
Oscar Antonio Queiroz Maudonnet**
Palavras-chave:
Keywords: cleft palate; middle ear
Resumo: Os autores relatam as
principais causas das otites freqüentes em fissurados e fazem considerações
sobre o uso de tubos de ventilação.
Introdução
As deformidades palatinas
freqüentemente são acompanhadas de manifestações clínicas associadas e
distantes da cavidade oral. As crianças fissurados apresentam distúrbios no
desenvolvimento da fala, alterações da deglutição, doenças do ouvido médio e
dificuldades adaptativas-sociais. É estimada em 1:500 e 1:750(1) a incidência
de fissura palatina em nascidos vivos, tanto em sua forma isolada como
associada a outras malformações. Em crianças com fissura palatina, a incidência
de otite média varia entre 50% e 90% dos casos, conforme o estudo
realizado(2,3,4,5,6), o que é 30 vezes mais freqüente que nas populações
normais(7) e de fissurados labiais unicamente(1,5). Geralmente as otites são
decorrentes de alterações tubárias e da mucosa nasal. Mesmo em populações
assintomáticas é de 37% a incidência silenciosa de otite(s), demonstrada por
exames timpanométricos(6). Existe déficit auditivo conjuntivo em 90% das
crianças fissuradas com otite média(9,10), sendo geralmente de intensidade leve
ou moderada(7). Observa-se em pouco mais da metade dos casos, escassa
pneumatização bilateral das mastóides(7). As otites freqüentes na infância
podem provocar lesões neurossensoriais(13,14), assim também outras seqüelas
otológicas como retração e perfuração do tímpano(11 ). A incidência de otites
diminui após a correção cirúrgica do palato e também com o avançar da idade do
paciente(11). Este déficit auditivo contribui para comprometer o
desenvolvimento da fala na criança fissurada(12).
As malformações crânio-faciais e
as fissuras palatinas têm origem congênita de base genética (síndrome
cromossômicas) ou adquiridas (por drogas, infecções na gravidez, etc...). As
malformações faciais que atingem o primeiro e - segundo arcos branquiais são
freqüentemente acompanhadas de lesões no ouvido médio, especialmente com
alterações da cadeia ossicular e atresia de condutos e, conseqüente, hipoacusia
condutiva. Ocasionalmente ocorrem malformações do ouvido interno, por comprometimento
do folheto ectodérmico, resultando em surdez neurossensorial(13,14). Poucas
malformações têm surdez mista e de caráter progressivo(14), como é a displasia
crânio-metafiseal. Genericamente, a surdez está presente em mais de 50% dos
pacientes com malformações faciais. Nos estados associados de fissura palatina
e malformações faciais a incidência de surdez aumenta n razão direta do número
de outras malformações presentes(13,14). Ressalta-se que nos fissurados, em s
maioria, as alterações anatômicas buco-naso-faríngeas são as responsáveis pelas
otites médias e conseqüentemente hipoacusia condutiva.
Linguagem e Audição - Aspectos gerais e
no fissurado
A aquisição normal da linguagem
depende de um sistema sensorial auditivo normal, do sistema perceptivo -
integrador central amadurecido estruturado (áreas corticais e sub- corticais
cerebrais) e de um sistema expressivo motor perfeito. É um pr cesso dependente
de aprendizado constante, do estado emociona equilibrado, estimulante e da
realimentação própria do sistema (15). sistema auditivo compreende o ouvi do, o
nervo auditivo, em suas porções e conexões tronculares, sub- corticais,
corticais e em especial lobo temporal.
O sistema auditivo atua como
exteroceptor sonoro e na realimentação acústica das emissões orais,
desenvolvendo e aperfeiçoando a fala. Interessa-nos discutir a porção
periférica. O ouvido possui três porções (externa, média e interna)
anatomicamente situadas em escavações do osso temporal (Fig. 1) e revestidas
por tecidos específicos. O ouvido externo tem função de condução do som do
exterior para a membrana timpânica. O ouvido médio amplifica e conduz o som em
direção ao ouvido interno, utilizando, para isto, a cadeia ossicular. O ouvido
médio possui comunicação com a rinofaringe através da tuba de Eustáquio e tem
por função igualar a pressão entre o ouvido médio e o ambiente.
Fisiologicamente a mucosa da caixa timpânica absorve 1 ml de gás por dia,
determinando queda da pressão do ar interno, que se não reposto pela tuba,
acarretará retração da membrana timpânica até sua total aderência ao fundo da
cavidade(1). A obstrução tubária prolongada provoca secreção serosa no ouvido
médio, fenômeno que é observado experimentalmente após 25 horas de ligação
cirúrgica da tuba, sendo observada após 60 horas uma metaplasia da mucosa da
caixa timpânica(16). A timpanometria é o exame utilizado para estudar a função
tubária e consiste em medir a mobilidade da membrana timpânica e da cadeia
ossicular, revelando alteração da impedância local (resistência). às pressões
externas (positivas ou negativas), quando existir efusão na caixa e/ou retração
timpânica ). No ouvido interno está o região neurossensorial, responsável pela
transdução da mensagem sonora, fenômeno no qual a energia acústica mecânica é
transformada em estímulo neuroelétrico (Fig. 1).
As deficiências auditivas são
divididas em três grupos:
1. Condutivas - quando existe
comprometimento do ouvido externo e/ou médio;
2. Neurossensoriais - quando
existe comprometimento das funções do ouvido interno;
3. Mistas - associação de perda
condutiva e neurossensorial.
O exame audiométrico subjetivo
tonal permite identificar os diferentes tipo de surdez. O teste audiométríco é
aplicado através da estimulação sonora sobre o conduto auditivo externo (via
aérea) e sobre a região mastóidea (via 6ssea) (Fig. 2). No caso das patologias
Condutivas a transmissão por via aérea está prejudicada, enquanto a transmissão
por via 6ssea mantém-se inalterada. Nas lesões neurossensoriais, tanto a via
aérea como a via óssea estão igualmente prejudicadas. Os limiares das
intensidades sonoras percebidas são determinados em diferentes freqüências e
registrados em gráfico adequado.
A classificação das intensidades
das perdas auditivas é suas conseqüências sobre a recepção dos sons da fala são
analisadas no esquema n°1.
Nos casos das otites em
fissurados, a surdez geralmente é condutiva, de intensidade leve a moderada e
devido à disfunção tubária. Está caracterizada na fala dos pacientes, por
substituição de consoantes (especialmente as surdas-sonoras), alterações da
emissão de vogais, nasalidade e sigmatismo(7). A linguagem como processo mais
amplo, dependente do pensamento, não é alterada por este déficit auditivo(17).
Fig. 1
Fig. 2 - Transmissão do som por
via óssea (V.O.) e via aérea (V.A.)
Fisiopatologenia
As complicações do ouvido médio
dependem de três fatores, todos envolvendo basicamente a função tubária, e são
eles:
A) Fator mecânico - compreende os
itens:
1) existe desequilíbrio muscular
faríngeo devido à fenda. A falta de apoio mediano inferior do periestafilino
interno e, em menor grau, do periestafilino externo, compromete a função
muscular tubária08).
2) existem perturbações
funcionais tubárias decorrentes das manobras cirúrgicas no periestafilino
externo(18);
3) durante o ato cirúrgico a
não-preservação do humulus pterigóideo (estrutura que serve de apoio à
musculatura tubária), provoca disfunção tubária(17); outros autores(5),
entretanto, não observaram este aspecto;
4) existem distúrbios
relacionados com a pressão negativa que é criada no cavum pelos movimentos de
deglutição e respiração, que, transmitidos diretamente pela fissura à tuba e
ao. ouvido médio, provocam colapsos e insufléncia de aeração na caixa
timpânica(5);
5) observa-se diminuta inclinação
tubária no recém-nato, favorecendo a entrada de líquidos do cavum à caixa
timpânica. Somente aos seis anos de idade, a tuba adquire a inclinação normal
observada no adulto(5.20);
6) existe pequena capacidade no
ouvido médio em crianças (0,3 cc de água) para a acomodação de líquidos. Aos
seis anos a caixa timpânica atinge o volume de 0,6 a 0,8 cc de água, comum
ao adulto(19,20).
B) Fator inflamatório -
compreende os itens:
1) a hipertrofia e a infecção
adenoideana, impedem a aeração e o fluxo normal das secreções do cavum,
contaminando a tuba e o ouvido médio(5);
2) as alterações da mucosa nasal
e da função ciliar, ocasionadas pelo refluxo buco-nasal, levam ao aparecimento
de hipertrofia e granulação inflamatória local, ocasionando edema peritubário(5);
3) a reação vasomotora do cavum,
devido ao contato com ar frio e seco aspirado pela boca, evolui com edema
tubário(s);
4) a alteração da viscosidade
nasal e tubária, com colapsos freqüentes da tuba, compromete a aeração da caixa
timpânica.
C) Fator imunitário - vasomotor:
As rinites alérgicas, as vasomotoras e as deficiências imunitárias, evoluem com
edema e hiperplasia da mucosa nasal e tubária, favorecendo o aparecimento das
otites(18). Supõe-se que as alterações morfológicas do fissurado modificam as
taxas de imunoglobulinas específicas da região, ocasionando queda da
resistência às infecções(18).
Quadro clínico das otites médias
O quadro agudo das otites em
crianças, caracteriza-se por otalgia febre, às vezes diarréia, queda do estado
geral e meningismo. Pelo exame, observamos o tímpano abaulado, hiperemiado, com
exsudato purulento ou micro-hemorrágico(18). O
processo crônico, originado de
otite aguda não resolvida ou de disfunção tubária persistente, caracteriza-se
por apresentar tímpanos róseo-alaranjados, espessados, vascularizado abaulados
ou retraídos. Este quadro crônico evolui em surtos de reagudização, quando
volta a apresentar otalgia e febre(21). Ocasionalmente ocorre perfuração
espontânea da membrana timpânica, devido ao aumento da pressão local pelo
líquido acumulado, com aparecimento da otorréia purulenta. As perfurações
timpânicas no quadrante superior podem complicar com o desenvolvi mento de
colesteatoma, que é massa epitelial crescendo para dentro da caixa timpânica,
erodindo ossículo: e mastóide. Os quadros agudos ( crônicos, mal resolvidos,
podendo evoluir para meningite, abscesso cerebral e trombose vascular cerebral
Freqüentemente, o caráter espoliativo de infecções repetidas na infância pode
ocasionar déficit do desenvolvimento pôndero-estrutural( 1,3,5,17,21).
Tratamento
A correção da fissura palatina
reduz sensivelmente, em até 80% do: casos, o aparecimento de otites(e).
A curetagem exclusivamente na
região peritubária da adenóide hipertrofiada favorece a aeração, reduzindo o
refluxo de secreção purulenta do cavum para a caixa timpânica(18).
A correção clinica dos quadros de
rinites alérgica e vasomotora (cor utilização de vacinas, corticóides
cromoglicato dissódico, anti-histaminicos, esportes, etc.) permite melhorar a
função nasal e tubária(5).
A correção das otites médias
baseia-se clinicamente na utilização de medicamentos como antibióticos,
fluidificantes e antinflamatórios. Os casos crônicos são resolvidos
cirurgicamente pela inserção de drenos transtimpânicos (1 ,18,22). Como os
quadros de otite têm aparecimento precoce, muitas vezes ainda no período
neo-natal, e são persistentes, muito se discute sobre a melhor época para a
colocação do dreno. Alguns autores(5,8) propõem inserção precoce do dreno já
aos três meses de idade e, em caso de expulsão, tomam a reinseri-lo quantas
vezes for necessário. Justificam este comportamento em função das complicações
otológicas tardias que possam ocorrer, como a otite adesiva, o tolesteatoma e a
timpanosclerose. Outros autores (20.23) acreditam que a inserção do dreno deve
ocorrer, se necessário, somente no momento da correção do palato. Argumentam
que a inserção precoce favorece o aparecimento de otorréia persistente,
superinfecção e perfuração residual. Outros(18), consideram que a retração
timpânica não é tão significativa e pode ser controlada unicamente por
medicamentos, sendo resolvida espontaneamente aos seis anos de idade, não
indicando cirurgia.
Entretanto, é conveniente
analisar cada paciente particularmente, não esquecendo que é mais fácil
ventilar um ouvido pela drenagem do que corrigir eventual otite adesiva ou
colesteatoma secundário.
As complicações otológicas, como
perfurações e colesteatomas, implicam em correção cirúrgica apropriada e, às
vezes, urgente.
Exercícios fonoterápicos de
deglutição, respiração e massagens no véu palatino podem ajudar a reconduzir a
tuba de Eustáquio à função normal, reduzindo as recorrências de otites
médias(s).
As malformações do ouvido externo
de origem genética, como atresia ou agenesia, requerem cirurgia plástica
corretiva para alargamento do conduto, na idade apropriada. As malformações da
cadeia ossicular podem ser amenizadas com a implantação de enxertos totais do
ouvido médio (membrana timpânica e ossículos de um doador).
A deficiência auditiva
neurossensorial ou condutiva, de intensidade não compatível com a comunicação
normal, pode ser beneficiada com o uso de aparelho de amplificação sonora
individual. Neste caso, achamos conveniente apoio fonoaudiológico específico.
Devido à complexidade dos quadros
otológicos em fissurados, como também a gravidade do prejuízo funcional que
podem representar na comunicação humana, achamos conveniente o acompanhamento
por médico otologista.
Summary
The authors related the principals causes of
the otological complications en cleft palatal and, the use of ventilation's
tubes in the therapy.
Agradecimentos
Dra. Ana Maria F. Simões Bianchi
Revisão Bibliográfica
Dr. Dallas Irany De Conti
Desenho
Fundação Affonso Ferreira
Bibliografia
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* Médico ORL e Foniatra do
Instituto Penido Burnier
** Médico ORL do Instituto Penido
Burnier
Endereço para correspondência:
Av. Andrade Neves, 511- CEP 13020 -Campinas -SP - Fone: (0192) 2-1027
Indexações: MEDLINE, Exerpta
Medica, Lilacs (Index Medicus Latinoamericano), SciELO (Scientific Electronic
Library Online)
Classificação CAPES: Qualis
Nacional A, Qualis Internacional C
ANOMALIAS CRANIOFACIAIS E FISSURAS LABIOPALATAIS
Anomalias craniofaciais
Fissuras labiopalatais
MATERIAL DO SITE DO CENTRINHO DE BAURU
Por malformação craniofacial entende-se
toda alteração (ou defeito) congênita que envolve a região do crânio e da face.
U ma das anomalias craniofaciais mais
freqüentes é a fissura de lábio e/ou palato, que ocorre em uma a cada 1.000
crianças nascidas no mundo.
No Brasil, há referência de que a
cada 650 crianças nascidas uma é portadora de fissura labiopalatal. É no
tratamento desta anomalia que o Centrinho/USP tem se especializado ao longo
desses 35 anos de existência.
A filosofia de tratamento corretivo, integral
e humanizado seguida à risca pela equipe interdisciplinar do Centrinho/USP é
responsável pelo respeito e reconhecimento da comunidade científica
internacional, que já teve oportunidade de
demonstrar isso, conferindo ao Hospital e a seus dirigentes prêmios e
certificados.
O que é?
Trata-se de uma abertura na
região do lábio e/ou palato, ocasionada pelo não fechamento destas estruturas,
que ocorre entre a 4ª e a 12ª semana de
gestação.
As fissuras podem ser unilaterais ou
bilaterais e variam desde formas mais leves como cicatriz labial ou úvula
bífida até formas mais graves como as fissuras completas de lábio e palato. Por
vezes, podem ocorrer fissuras atípicas que envolvem outras áreas além do lábio
superior e palato, como a região oral, nasal, ocular e craniana.
Causas
Muitos cientistas têm pesquisado sobre os
fatores que podem provocar a fissura. A conclusão é de que a causa é
multifatorial, ou seja, muitos fatores podem levar ao nascimento de uma pessoa
fissurada.
Por vezes, uma combinação de
fator genético e ambiental pode ser a causa da fissura. O fator genético
envolve uma inter-relação de várias informações genéticas (genes) herdadas dos
pais. Entre os fatores ambientais, o uso de álcool ou cigarros; a realização de
raios X na região abdominal; a ingestão de medicamentos, como
anti-convulsivantes ou corticóide, durante o primeiro trimestre gestacional
também podem provocar a malformação do lábio e/ou do palato.
Incidência
No Brasil, a cada 650 crianças nascidas uma
tem essa malformação. As fissuras labiais e labiopalatal são mais freqüentes no
sexo masculino e as fissuras somente de palato ocorrem mais no sexo feminino.
A incidência cresce com a
presença de familiares fissurados nas seguintes proporções: pais normais = 0,1% de chance de ter
um filho fissurado;
pais
normais e um filho fissurado = 4,5% de chance de ter outro filho fissurado;
um
dos pais e um filho fissurado = 15% de chance de ter outro filho fissurado.
Os pilares do tratamento
O tratamento das anomalias craniofaciais
congênitas envolve diversas especialidades da saúde. No caso das fissuras
labiopalatais, o tratamento baseia-se na Odontologia, tendo como ponto de
equilíbrio a atuação da Cirurgia Plástica e da Fonoaudiologia. As demais
especialidades funcionam como o fiel da balança.
Como tratar?
É importante que logo após o nascimento, os
pais se informem sobre os cuidados com o filho fissurado, uma vez que se trata
de um bebê com particularidades, principalmente, no que diz respeito à
alimentação, pois seu lábio ou céu da boca são abertos. A mãe precisa saber
como amamentar a criança sem que ela engasgue ou devolva o leite.
Para isso, é fundamental, num
primeiro momento, conhecer o que é a fissura e saber que essa malformação tem
tratamento. A equipe interdisciplinar do Centrinho/USP atua no sentido de
integrar o paciente ao convívio normal.
Fique tranqüilo
Se você tem ou conhece alguém que
tenha um bebê com fissura labiopalatal, fique tranqüilo: há tratamento. As
informaçõs preliminares são fornecidas pela equipe que faz
agendamento e matrícula.
Que caminho devo percorrer?
Do contato inicial com o
Centrinho/USP até a primeira cirurgia, o paciente deve percorrer um longo
caminho, que percorre a Central de Agendamentos com as primeiras informações
para casos novos, passando pela matrícula, até as orientações sobre a rotina de
internação. Todos esses passos são orientados por nossa equipe.
Já na primeira visita ao Hospital
é elaborado um plano de tratamento e o paciente esclarece todas as suas
dúvidas. É nesta fase que a equipe interdisciplinar entra em ação.
Ao vir para a primeira cirurgia o
paciente é submetido à chamada rotina de internação. Essa rotina será seguida
sempre que o paciente for submetido a cirurgias. Nessa etapa, ele é avaliado
por diversos profissionais da saúde
Amamentar bebê com fissura exige
dedicação dobrada
Profissionais de saúde devem
entender aspectos emocionais envolvidos com o nascimento de uma criança com
fissura e as dificuldades relacionadas à alimentação
A amamentação é um direito
adquirido pela mãe. Dar de mamar depende de sua escolha e de algumas questões
culturais que, às vezes, envolvem a família, o marido e alguns fatores
estéticos. E é claro que vários mitos estão sempre presentes confundindo esta
escolha. Mas, se diversas perguntas atormentam as mães principiantes quando o
assunto é amamentar, o que dizer de mães que têm bebês com fissura de lábio
e/ou palato?
Para esclarecer as principais
dúvidas sobre como amamentar o bebê fissurado, entrevistamos a enfermeira
integrante da equipe interdisciplinar do Centrinho/USP, Isabel Aurélia Lisboa.
De acordo com a enfermeira, os profissionais do Centrinho/USP orientam as mães
sobre as técnicas de alimentação e sobre as dificuldades das crianças, pautadas
na bibliografia referente ao assunto.
"Cientes dos benefícios do
aleitamento materno quanto aos aspectos nutricionais, psicológicos,
anti-infecciosos e protetor, assim como da importância da sucção como estímulo
ao desenvolvimento da face e do sistema motor oral para a fala, temos orientado
o aleitamento materno sempre que possível", explica Isabel. Mas, a
profissional avisa que é preciso ter disposição para a prática do aleitamento.
O bebê fissurado consegue pegar o peito?
Isabel Lisboa - Consegue. Na
verdade, isso vai depender muito da mãe. Ela precisa ter disposição e, se
necessário, ajudar o bebê procurando a melhor posição e fazendo massagem na
mama. Antes é preciso esclarecer que existem vários tipos de fissura. No caso
das fissuras só de lábio, chamadas de pré-forame, a amamentação é tranqüila, só
depende da disposição e dedicação da mãe. Mas, as fissuras de palato
(pós-forame) ou de lábio e palato (transforame) dificultam bastante o
aleitamento no peito, pois o bebê tem dificuldade de sugar o leite, pode sentir
fadiga e, conseqüentemente, ingerir leite em quantidade insuficiente.
O que fazer nesse caso?
Isabel Lisboa - Nesses casos mais
difíceis, a mãe é orientada a fazer a ordenha e dar o leite materno na
mamadeira. Quando a criança tem fissura de palato ou de lábio e palato, a mãe
consegue amamentar no máximo até a 3a semana de vida. É por isso que indicamos
a ordenha, pois a nossa preocupação é que mamando mal o bebê terá pouco ganho
de peso.
Há orientação sobre o bico da mamadeira?
Isabel Lisboa - O bico
ortodôntico é o mais indicado, mas outros bicos também podem ser utilizados
desde que a criança esteja adaptada, o importante é que o bico deve ter um
orifício que libere o leite gotejado, na quantidade adequada. Quando
necessário, a mãe deve aumentar delicadamente o tamanho do orifício.
O leite artificial é indicado
para os bebês que não conseguem mamar no peito?
Isabel Lisboa - O leite indicado
em primeiro lugar é sempre o materno. Por orientação do pediatra a mãe pode
completar a amamentação com leite artificial, mas só se o pediatra recomendar.
Existe um peso ideal para a
criança com fissura fazer a primeira cirurgia?
Isabel Lisboa - A primeira
cirurgia de lábio, denominada queiloplastia, deve ser feita aos 3 meses de vida
e o peso ideal para essa idade é 5Kg.
O que pode interferir na produção do
leite materno?
Isabel Lisboa - O aspecto
psicológico vale para todas as mães, mas especialmente para as mães que têm um
bebê com fissura, o impacto emocional ao ver a criança logo após o nascimento,
ou até mesmo pela demora dos médicos ao trazer o bebê para o quarto, acaba
interferindo demais no aleitamento. Muitas vezes, quando a mãe vê o bebê
malformado a produção de seu leite é automaticamente bloqueada. A falta de
orientação dos profissionais da área da saúde também interfere.
Existe uma posição ideal para amamentar
esses bebês?
Isabel Lisboa - A mãe deve
encontrar a posição ideal, de um modo geral, a criança deve ficar semi-sentada.
Depois de amamentar, a mãe deve colocar a criança deitada de lado e elevar sua
cabecinha com o apoio de um travesseiro.
Existe uma higiene específica para a
fissura?
Isabel Lisboa - Sim, é importante
que a mãe limpe muito bem a região da fissura, antes e após as mamadas. A
limpeza deve ser feita com água fervida ou filtrada e com cotonetes ou a ponta
de uma fralda. A mãe deve retirar o leite em excesso com o cotonete umedecido.
O lábio do bebê costuma ressecar, quando isso acontecer a mãe pode hidratá-lo
com óleo mineral.
Quanto tempo dura o tratamento?
Para a eficácia da reabilitação, os
especialistas aconselham que os pais tragam seus filhos para se tratar o mais
cedo possível. As primeiras cirurgias são feitas, normalmente, quando a criança
tem poucos meses de vida, de acordo com a seqüência das etapas terapêuticas.
O tratamento só termina quando o
paciente está próximo de alcançar a maioridade. Isso não impede que uma pessoa
adulta, que não teve acesso ao tratamento quando criança, procure atendimento
no Centrinho/USP. Iniciar cedo é importante, mas nunca é tarde para buscar
ajuda.
Vale a pena?
Vale! Hoje, só na área de
anomalias craniofaciais congênitas mais de 36 mil pessoas estão regularmente
matriculadas no Centrinho/USP. Elas buscam um tratamento adequado na esperança
de transformarem seus sonhos em realidade.
Quantas dessas pessoas já
sentiram na pele a indiferença da sociedade diante de sua face marcada? E
quantos e quantos problemas foram expostos aos nossos profissionais da saúde,
que com competência e humanismo resolveram tudo o que estava ao alcance
deles... "Tudo vale a pena se a alma não é pequena..." Assim, dizia
Fernando Pessoa, poeta português, muito sábio... Afinal, qual a graça de viver
sem enfrentar obstáculos?
Quanto custa?
Nada! Todas as despesas do tratamento são
pagas pela Universidade de São Paulo e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou
seja, com dinheiro público. Você não precisa desembolsar nenhum centavo durante
todo o tratamento.
Alternativas de tratamento
A cirurgia é o grande destaque do
tratamento das fissuras palatais, mas não é a única alternativa. Estudos
científicos comprovaram a eficácia de uma prótese, denominada prótese de
palato, capaz de suprir a ausência do palato. Os implantes ósseointegrados
também são bastante utilizados no tratamento das anomalias craniofaciais.
Portanto, há sempre um tratamento mais adequado para você.
Prótese de palato: respeito ao
crescimento craniofacial
Ao longo do tratamento, que pode
durar de 15 a
20 anos, o paciente com fissura labiopalatal sofre diversas cirurgias. Às
vezes, a cirurgia pode ir de encontro ao crescimento craniofacial da criança, o
que, a longo prazo, pode comprometer o tratamento. A prótese de palato é
indicada para alguns casos específicos, visando, justamente, respeitar o
crescimento craniofacial e facilitar o tratamento. Mais detalhes sobre a
prótese de palato podem ser obtidos em programas da Fonoaudiologia.
Implante Ósseointegrado
Os implantes ósseointegrados
intra-orais (dentários) são utilizados com bastante êxito nos pacientes
portadores de fissura labiopalatal. Devido às particularidades intra-orais, já
que há ausência de dentes na região da fenda, o paciente não tem condições de
sustentar próteses comuns, o que justifica a necessidade deste tipo de implante
que, além de favorecer melhor resultado estético, mantém a prótese firme.
Deficiência auditiva
O Centrinho/USP tem se
especializado nos problemas da audição por saber que o universo de deficientes
auditivos no Brasil não é pequeno. Segundo estimativas do Ministério da Saúde,
a cada 1.000 nascimentos 3 são de crianças com problemas auditivos.
Segundo o Dr. Orozimbo Alves Costa Filho,
otologista e otorrinolaringologista do Centrinho/USP, "ter uma deficiência
auditiva não significa ser surdo". Assim, o indivíduo pode apresentar
desde uma pequena alteração auditiva, que mal é percebida, até uma surdez profunda
ou severa. Além disso, há dois tipos de surdez: a congênita e a adquirida.
No primeiro caso, a pessoa já nasce surda. No
segundo, ela nasce com a audição perfeita e a perde devido a alguma doença ou
por acidente ou, ainda, na velhice - período em que a deficiência auditiva é
muito comum.
Centros especializados
As deficiências auditivas têm
lugar certo no atendimento do Centrinho/USP. Existem três unidades específicas
para atender a parcela da população que sofre de perda auditiva: Divisão de
Saúde Auditiva, Cedau e CPA. Todos eles estruturados para oferecer ao paciente
o melhor atendimento. Triagens, terapias e exercícios fazem parte do dia-a-dia
desses centros, além dos atendimento específicos que contam com tecnologia de
ponta, como é o caso do Programa de Implante Coclear, realizado no CPA.
Sobre o tratamento...
Na deficiência auditiva, o
tratamento tem como ponto de equilíbrio as atuações da Medicina e da
Fonoaudiologia, sempre com atendimentos complementares para garantir tratamento
integral.
Que caminho percorrer?
Do contato inicial com o
Centrinho/USP até a triagem e o encaminhamento para a equipe de diagnóstico, o
paciente deve percorrer um caminho pré-determinado, que vai desde a Central de
Agendamento, passa pela matrícula e chega à rotina de tratamento. Todos esses
passos são orientados por uma equipe interdisciplinar.
Vale a pena?
Mais de 18 mil pessoas que têm
algum tipo de deficiência auditiva estão matriculadas no Centrinho/USP. Uma
prova de que compensa - e muito - buscar tratamento especializado.
Quanto custa?
Nada. Todas as despesas do tratamento são custeadas
pela Universidade de São Paulo e Ministério da Saúde por meio do Sistema Único
de Saúde (SUS). Ou seja: com dinheiro
OPERAÇÃO SORRISO BRASIL
VEJA O SITE: http://www.operationsmile.org.br
Quem São?
Devolvendo sorriso para as crianças. Fazendo do mundo um lugar melhor.
Na Operação Sorriso, nós mensuramos quem somos pela alegria que vemos nos rostos das crianças. Nós somos mais do que uma organização de caridade. Mais do que uma ONG. Nós somos uma força mobilizada de profissionais da saúde e corações dedicados em oferecer segurança e cirurgias reconstrutivas para crianças que nasceram com deformidades faciais, tais como a fissura lábio-palatina.
Estima-se que mais de 200.000 crianças nascem por ano no mundo acometidas pela fissura. Somente no Brasil estima-se que sejam mais de 5.600. Geralmente com severas dificuldades para se alimentar, falar, socializar-se ou mesmo sorrir. Algumas delas são excluídas, escondidas do contato social e rejeitadas. E na maioria dos casos, seus pais não têm condições de pagar pela cirurgia que elas tanto necessitam para terem uma vida normal.
E é exatamente aí que nós atuamos. Desde 1982, a Operação Sorriso - através de dedicados voluntários – tem oferecido cirurgias gratuitas para crianças em mais de 50 países, devolvendo a elas o sorriso e a esperança de um futuro melhor.
Graças a generosidade e o espírito de voluntariado de nossos parceiros, mais de 160.000 crianças, sendo mais de 3.500 somente no Brasil, tiveram a chance de uma nova vida devido ao nosso trabalho. Com sua ajuda, quantas vidas poderão ser transformadas amanhã?
PROGRAMAS CIRÚRGICOSProgramas Humanitários Data da Seleção de Pacientes Data das cirurgias Local
Programa Nacional de Maceió
14 de março 16 a 19 de março Ambulatório Rodrigo Ramalho
Programa Internacional de Fortaleza
24 e 25 de abril 28 de abril a 2 de maio Sede da Associação Beija-Flor / Funface
Programa Internacional do Rio de Janeiro
31 de maio até 01 de junho 2 a 8 de junho CTAC – Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais
Programa Nacional de Santarém
24 de setembro 26 a 29 de setembro Casa da Criança
PROGRAMAS PÓS OPERATÓRIOS
Revisão dos pacientes já operados Programas Pós Operatórios (POP) Data Local
Após 2 anos
Pop Fortaleza 25 de abril Sede da Associação Beija-Flor / Funface
Após 1 ano (para quem foi operado em 2011)
Pop Maceió 14 de março Ambulatório Rodrigo Ramalho
Após 1 ano (para quem foi operado em 2011)
Pop Rio de Janeiro 01 de abril A confirmar
Após 1 ano (para quem foi operado em 2011)
Pop Santarém 24 de setembro A confirmar
Após 6 meses (para quem foi operado no Rio e Santarém em 2011 e pacientes de 2012 de Maceió e Fortaleza)
Pop Rio de Janeiro 13 de janeiro CTAC
Após 6 meses (para quem foi operado no Rio e Santarém em 2011 e pacientes de 2012 de Maceió e Fortaleza)
Pop Santarém 02 de março Casa da Criança
Após 6 meses (para quem foi operado no Rio e Santarém em 2011 e pacientes de 2012 de Maceió e Fortaleza)
Pop Maceió 29 de agosto A confirmar
Após 6 meses (para quem foi operado no Rio e Santarém em 2011 e pacientes de 2012 de Maceió e Fortaleza)
Pop Fortaleza 08 de novembro A confirmar
Após 1 semana (para quem foi operado em 2012)
Pop Maceió 23 de março Hospital Nossa Senhora da Guia
Após 1 semana (para quem foi operado em 2012)
Pop Fortaleza 07 de maio A confirmar
Após 1 semana (para quem foi operado em 2012)
Pop Rio de Janeiro 13 de junho (a confirmar) CTAC – Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais
Após 1 semana (para quem foi operado em 2012)
Pop Santarém 03 de outubro Casa da Criança
PROGRAMAS EDUCACIONAISProgramas Educacionais Especialidade Data Local
* Estamos trabalhando para ir a dois novos lugares. Assim que confirmarmos informamos.
* Programa educacional destinado exclusivamente ao treinamento de médicos e enfermeiros, não aberto para profissionais de outras áreas.
** Programa destinado exclusivamente para acompanhamento pós cirúrgico dos pacientes operados no Programa Assistencial da Operação Sorriso na cidade.
VEJA O SITE: http://www.operationsmile.org.br
QUEM PROCURAR?
Quem procurar em Goiânia
Cerfis-Centro de Reabilitação de Fissuras lábio-palatinas
Hospital Materno Infantil
Rua R 7 esquina com Av.Perimetral, Setor Oeste
CEP 74.530-020
Telefone: (62) 3201-3345 Fax: (62) 3201-3327
Contatos do Centrinho de Bauru:
Rua Silvio Marchione 3-20 Bauru,
17012-900
(0xx)14 3235-8147.
O primeiro contato é feito no site mesmo, entre no link Serviços
Online, depois no link novos pacientes.
• Área de fissura / craniofacial: Envie um e-mail para spp@centrinho.usp.br
ou ligue para (14) 3235-8132.
• Área de saúde auditiva: Envie um e-mail para
dsaagendamento@centrinho.usp.br ou ligue para (14) 3234-9374.
• Implante Coclear (CPA): Envie
um e-mail para eteodoro@centrinho.usp.br ou ligue para (14) 3235-8168 /
3235-8188.
No site do Centrinho eles indicam algumas pensões e hotéis próximos
tive boas indicações da Pousada dos
Sonhos fone: 014-32262344
a 200
metros do Centrinho.
BLOG QUE INDICO
Blog que indico:
Blog da Rebeca que inclusive respondeu a vários e-mails meus, mesmo
sendo tão ocupada me ajudou muito.
No Google pesquise: O Reino de Rafael: A fenda palatina ou copie e cole
na barra de endereço o atalho abaixo:
http://enquantoonenemnaovem.blogspot.com.br/2011/06/fenda-palatina.html
Blog da Débora mãe do Bernardo no Google pesquise Um Príncipe Em Minha Vida ou copie e
cole na barra de endereço o atalho abaixo:
Blog da Patrícia mãe da Clarinha no Google pesquise Fissura Lábio
Palatina ou copie e cole na barra de endereço o atalho abaixo:
Blog do Lipi no Google pesquise Fissura Lábio-Palatinas ou copie e cole
na barra de endereço o atalho abaixo:
http://fendaslabiopalatinas.blogspot.com.br/
Blog de enfermeiras pesquise no Google Fenda palatina - Pediatria -
clubedasenfermeiras - Spaceblog.com.br ou copie e cole na barra de endereço o
atalho abaixo:
Blog de odonto pesquise no
Google Fendas Labio Palatinas » Blog Odonto ou copie e cole na barra de
endereço o atalho abaixo:
Blog de odonto pesquise no
Google INFORME: LÁBIO LEPORINO, FENDA PALATINA ou copie e cole na barra de
endereço o atalho abaixo:
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