quarta-feira, 27 de junho de 2012

MINHA IDA AO CENTRINHO

  MINHA IDA A BAURU....


 OLÁ, BOA TARDE! ACABO DE RETORNAR DO CENTRINHO DE BAURU E O QUE POSSO DIZER É QUE O ATENDIMENTO, ESTRUTURA E CUIDADO PARA COM OS PACIENTES FORAM MUITO ALÉM DAS MINHAS EXPECTATIVAS! EU PESQUISEI AS POUSADAS E FIQUEI NA DOS SONHOS DA QUAL DONA MARIA É A PROPRIETÁRIA, AMEI O LOCAL É BEM FAMILIAR E OS FUNCIONÁRIOS SÃO MUITO SOLICITOS, EU RECOMENDO O NÚMERO DE LÁ É 014-32262344, O MELHOR É QUE DE FATO A RESERVA É AGENDADA SEM NENHUM IMPREVISTO. A POUSADA FICA HA UMA QUADRA DO CENTRINHO O QUE FACILITA O DESLOCAMENTO ATÉ LÁ. ANTES DE VIAJAR PESQUISEI SOBRE O CLIMA DE BAURU PARA AS PRÓXIMAS SEMANAS, RESULTADO FOI QUE REALMENTE AS PREVISÕES SE CONCRETIZARAM...FRIO...MUITO FRIO..AINDA BEM QUE PESQUISEI LEVEI COBERTORES, ROUPINHAS INFANTIS DE FRIO, GUARDA-CHUVA E TUDO QUE É NECESSÁRIO PARA EVITAR SURPRESAS, MINHA BAGAGEM PESOU 25 KILOS, PORÉM NÃO FALTOU NADA PARA A SOFIA. ME PREPAREI PARA FICAR EM BAURU POR MAIS OU MENOS 7 DIAS, LEVANDO EM CONTA A IMPOSSIBILIDADE DE LAVAR ROUPAS LEVEI VÁRIAS PEÇAS, PANELA PARA FERVER A ÁGUA PARA O LEITE ARTIFICIAL E ESTERELIZAR AS MAMADEIRAS, TAMBÉM LEVEI UMA GARRAFA TÉRMICA PARA COLOCAR A ÁGUA PARA FAZER O LEITE DA SOFIA, O QUE FACILITA MUITO  SUA VIDA, POIS NÃO PRECISA FICAR SAINDO DO QUARTO PARA FERVER ÁGUA E A CRIANÇA NÃO FICA AGUARDANDO MUITO PELA MAMADEIRA. LEVEI TUDO QUE É DE USO CONTÍNUO DA SOFIA, MEDICAMENTOS, FRALDAS, LEITE, MAMADEIRAS, ESPONJA PARA LAVAR AS MAMADEIRAS, TOALHAS, SABONETE, COTONETES, ALGODÃO, POMADAS PARA ASSADURAS, HIDRATANTE JÁ QUE O TEMPO FRIO RESSECA A PELE DA CRIANÇA E TODOS OS DOCUMENTOS PERTINENTES A SOFIA (CERTIDÃO DE NASCIMENTO, MEU RG, CARTEIRA DE VASCINAS, RECEITAS, EXAMES E DEMAIS DOCUMENTOS)  INCLUINDO OS DA MINHA GRAVIDEZ. A DICA QUE RECEBI DA REBECA FOI ÓTIMA, FAÇA UMA LISTA COM BASTANTE ANTECEDÊNCIA E SEMPRE QUE LEMBRAR DE ALGO ANOTE LOGO PARA NÃO ESQUECER. TUDO PRÓXIMO AO CENTRINHO É MUITO CARO, ENTÃO VALE LEVAR UMA BOA QUANTIDADE DE TUDO. SE FOR DE AVIÃO O AEROPORTO FICA HÁ UMA BOA DISTÂNCIA DO CENTRINHO, FORA DA CIDADE, ENTÃO O TÁXI FICA EM TORNO DE R$ 90,00, TEM ÔNIBUS EM HORÁRIOS ESPECÍFICOS PEÇA ORIENTAÇÃO AOS FUNCIONÁRIOS DO AEROPORTO. VOCÊ PODE IR DE ÔNIBUS ATÉ A RODOVIÁRIA E LÁ PEGAR OUTRO ÔNIBUS OU UM TÁXI QUE ATÉ A POUSADA ONDE ME INSTALEI FICOU R$ 17,00 E  A PASSAGEM DE ÔNIBUS FICA R$ 2,60. SE QUISER IR DE TÁXI CONVERSE COM AS PESSOAS QUE ESTIVEREM NO MESMO VÔO, UNS 40% ESTÃO INDO PARA O CENTRINHO E PODEM DIVIDIR OS VALORES. TRANQUE SUA BAGAGEM, COLOQUE UMA ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO COM SEU NOME E TELEFONE, DOCUMENTE DE ALGUMA FORMA O QUE ESTÁ LÁ DENTRO, FAÇA UMA LISTINHA E TIRE UMA FOTO DA MALA PRONTA. A MINHA BAGAGEM FOI EXTRAVIADA, TIVE QUE ABRIR UMA OCORRÊNCIA NA EMPRESA AÉREA, EU CHEGUEI AS 16:00 HS E A MINHA BAGAGEM AS 22:00 HS, ESTAVA COM UMA CRIANÇA DE 3 MESES, NA SUA BAGAGEM DE MÃO LEVE OBJETOS IMPORTANTES OS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O CENTRINHO, EXAMES, ALGUM AGASALHO E ETC. A COMPANHIA AÉREA LEVOU MINHA BAGAGEM NA POUSADA, POR ISSO FOI TÃO IMPORTANTE TER FEITO A RESERVA EU TINHA  O ENDEREÇO E TELEFONE FIXO DA POUSADA, POIS SE VOCÊ É DE OUTRO ESTADO COLOQUE CRÉDITO PORQUE DEVIDO A TAXA DE DESLOCAMENTO DAS EMPRESAS TELEFÔNICAS MESMO VOCÊ TENDO BÔNUS SE NÃO TIVER CRÉDITO SEU TELEFONE NÃO VAI FUNCIONAR. A MELHOR EMPRESA DE TELEFONIA MÓVEL OPERANDO EM BAURU HOJE É A TIM, VALE COMPRAR UM CHIP COM O CÓDIGO DA CIDADE CASO PRECISE RETORNAR OUTRAS VEZES, CARTÃO TELEFÔNICO É VENDIDO EM LANCHONETES EM FRENTE AO CENTRINHO. SE VOCÊ É CASO NOVO IRÁ FICAR O DIA INTEIRO NO CENTRINHO E COM UM PEQUENO INTERVALO PARA O ALMOÇO, ENTÃO ACORDE CEDO TOME UM CAFÉ REFORÇADO E SE TIVER GASTRITE COMO EU LEVE BARRINHAS DE CEREAIS EM SUA BOLSA, EU CHEGUEI LÁ AS 07 DA MANHÃ E FUI ALMOÇAR AS 13:05, MEU INTERVALO FOI DE 50 MINUTOS. TEM ALGUNS RESTAURANTES EM FRENTE AO CENTRINHO, MAS A COMIDA NÃO É TÃO SABOROSA. TEM UM QUASE CHEGANDO NA PRAÇA QUE É ATÉ UM POUCO MELHOR A MARMITEX LÁ É R$ 8,00. SE  O SEU INTERVALO FOR MAIOR E QUISER COMER MELHOR TEM UM HABIB'S NUMA AVENIDA PRÓXIMO AO CENTRINHO, NESSA AVENIDA TEM SUPERMERCADO PAULISTÃO E UM BANCO ITAÚ. NÃO É NECESSÁRIO LEVAR GRANDES QUANTIDADES DO LEITE DE SEU FILHO PARA O CENTRINHO NO DIA DO ATENDIMENTO A NÃO SER QUE SEJA UM BEM ESPECÍFICO AGORA NAN, NESTOGENO, NINHO ELES TEM LÁ, ASSIM QUE CHEGAR VOCÊ SE IDENTIFICA NA RECEPÇÃO ELES VÃO TE ORIENTAR O LOCAL DO BALCÃO DE CASOS NOVOS, VOCÊ SENTA PRÓXIMO, PROCURE PESSOAS QUE SÃO CASOS NOVOS TAMBÉM, NÃO TERÁ RECEPCIONISTA, É SÓ AGUARDAR. PRIMEIRO VEM A NUTRICIONISTA, ELA VAI PERGUNTAR ALGUNS NOMES NA LISTA DE ATENDIMENTO DO DIA, IDENTIFIQUE-SE, ELA VAI PERGUNTAR A IDADE DA SUA CRIANÇA E O LEITE QUE ELE FAZ USO E O INTERVALO EM QUE TOMA O MESMO (EX; DE 2 EM 2 HORAS) ,APÓS A ENFERMEIRA VAI CHAMÁ-LA ATÉ O BERÇÁRIO, ONDE TEM BERÇOS COM IDENTIFICAÇÃO DO SEU FILHO (A), TERÁ LEITE DE 2 EM 2 HORAS PARA SEU BEBÊ ENQUANTO ESTIVEREM EM ATENDIMENTO, NO BERÇÁRIO TEM CARRINHO PARA VOCÊ NÃO PRECISAR CARREGAR A CRIANÇA O TEMPO TODO NO COLO DENTRO DA UNIDADE, ÁGUA QUENTE E FRIA PARA BANHO, TROCADOR, TERMÔMETRO, LOCAL E MATERIAL PARA LAVAR A MAMADEIRA DA CRIANÇA E ATÉ ROUPINHAS CASO SEU FILHO PRECISE. A SE TIVER ROUPAS QUE NÃO SIRVAM MAIS NELE, LEVE PARA O CENTRINHO ELES ACEITAM DOAÇÕES, POIS TEM MÃES QUE NÃO TEM CONDIÇÕES OU QUE ESQUECEM DE LEVAR PARA O HOSPITAL NO DIA DO AGENDAMENTO. SE SEU FILHO JÁ COME PAPINHA E SOPA, FIQUE TRÂNQUILA ELES FORNECEM NO BERÇÁRIO TAMBÉM É SÓ VOCÊ SOLICITAR NA RECEPÇÃO. O PRIMEIRO DIA É CANSATIVO CHEGUE  O MAIS CEDO POSSÍVEL NO DIA ANTERIOR, PREPARE ANTES O QUE TIVER QUE LEVAR PARA O DIA DO ATENDIMENTO (ROUPAS, FRALDAS, LENÇOS UMIDECIDOS, E TUDO O QUE PRECISA PARA O SEU BEBÊ QUANDO ESTÃO FORA DE CASA, OS DOCUMENTOS PRINCIPALMENTE E O CARTÃO DO SUS. PRIMEIRO ELES A ENCAMINHAM PARA A ASSISTENTE SOCIAL QUE IRÁ DAR ALGUMAS ORIENTAÇÕES PRÉVIAS, APÓS VOCÊ VOLTA PARA O BERÇÁRIO ONDE AGUARDA SER CHAMADO, ENTÃO É APRESENTADO A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR QUE É UMA CIRURGIÃ PLÁSTICA, CIRURGIÃ DENTISTA, AS VEZES RESIDENTES ATÉ MESMO DE OUTROS PAÍSES VÃO ACOMPANHAR ESSA ENTREVISTA, E UMA GENETICISTA E FONOUDIOLOGA, ELES  JÁ TERÃO EM MÃOS OS DOCUMENTOS QUE VOCÊ ENCAMINHOU PARA O AGENDAMENTO, IRÃO PERGUNTAR SOBRE QUANDO E COMO A FISSURA FOI DIAGNÓSTICADA, OS CUIDADOS COM A CRIANÇA, SOBRE ANTECEDENTES DE FISSURADOS E MÁS FORMAÇÕES NA FAMÍLIA, A DENTISTA ORIENTA SOBRE A LIMPEZA DA GENGIVA E LÍNGUA, POIS PARA A CIRURGIA SE A CRIANÇA TIVER "SAPINHO", CÁRIE, GENGIVITES OU QUALQUER PROCESSO INFLAMATÓRIO, INFECCIOSO, GRIPAL OU VIRAL EM QUALQUER ÁREA DO CORPO ELA NÃO IRÁ OPERAR. APÓS VERIFICAREM QUE O SEU CASO É DE ACORDO COM O PADRÃO DE ATENDIMENTO PARA O CENTRINHO VOCÊ IRÁ RETORNAR AO BERÇÁRIO ONDE UMA ENFERMEIRA A CHAMA PARA EFETUAR ALGUMAS PERGUNTAS SOBRE A CRIANÇA, VOCÊ E SUA FAMÍLIA, APÓS VOCÊ IRÁ AO PEDIATRA QUE VERIFICA SEU DESENVOLVIMENTO, DEPOIS COM A NUTRICIONISTA, COM A ASSISTENTE SOCIAL QUE IRÁ TE INFORMAR SOBRE TFD QUE IREI POSTAR A SEGUIR, COM UMA GENETICISTA SE HOUVER CASOS DE ANOMALIAS EM SUA FAMÍLIA OU DE SEU ESPOSO ELES VÃO EFETUAR UM EXAME NOS DOIS PARA SABER SE TEM ALGUM FATOR GENÉTICO NA OCORRÊNCIA DA MESMA, VOCÊ IRÁ PASSAR PELA FONO, DENTISTA, FOTOGRÁFO E RECEBERÁ SEU RG QUE É O SEU NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO NO HOSPITAL, GUARDE-O BEM POIS A PARTIR DAÍ TUDO IRÁ GIRAR EM TORNO DESSE NÚMERO. A MINHA FILHINHA PRECISOU DE ATENDIMENTO NO CEDALVI QUE É EM OUTRO PRÉDIO, POIS NO CENTRINHO ELE NÃO COMPORTA A SUA ESTRUTURA, O CEDALVI É ONDE É FEITO O DIAGNÓSTICO DE PERDAS OU DEFICIÊNCIAS AUDITIVAS,  VOCÊ FALANDO COM A ASSISTENTE SOCIAL O CENTRINHO DISPONIBILIZA TRANSPORTE DE IDA E VOLTA GRATUITO ATÉ O MESMO, LÁ O PROCESSO É SIMILAR IDENTIFIQUE-SE NO BALCÃO, ELES IRÃO ENCAMINHÁ-LA AO PEDIATRA, OTORRINO, PSICOLOGA, ASSISTENTE SOCIAL, FONO E SE FOR PRECISO A REALIZAÇÃO DE EXAMES É FEITA ALI NESSE MESMO DIA, SE PREFERIR NÃO VOLTAR A POUSADA ANTES DO TÉRMINO DO ATENDIMENTO, FALE NA RECEPÇÃO QUE QUER UMA MARMITEX PARA O ALMOÇO O VALOR É R$ 5,00 E É SERVIDA NO REFEITÓRIO DO CEDALVI. FIQUEI IMPRESSIONADA COM A AGILIDADE E DEDICAÇÃO DELES AOS PACIENTES. CHEGUEI AS 07:30, TIVE INTERVALO PARA O ALMOÇO DAS 11 ÁS 13:30 E APÓS O INÍCIO DOS TESTES SAÍ DE LÁ AS 16:00 HORAS, BEM ME FOI DADA MUITAS ORIENTAÇÕES E QUE SEMPRE QUE TIVER DÚVIDAS EU POSSO LIGAR LÁ E AS ESCLARECER DE ACORDO COM CADA SETOR. O QUE ME DEIXOU TÃO MARAVILHADA É QUE ELES NÃO AGEM COMO SE ESTIVESSEM FAZENDO UM FAVOR, MAS COMO QUEM TEM PRAZER NO QUE FAZ. VOLTEI NO MESMO DIA PARA MINHA CIDADE. OUTRO DETALHE É QUE SE SEU FILHO TEM FISSURA LABIAL OU NO PALATO DURO E ESTÁ EM MÉDIA COM 3 MESES, CUIDE PARA QUE A SAÚDE DELE ESTEJA PERFEITA E VÁ PREPARADA, POIS A CIRURGIA PODE SER QUE SEJA REALIZADA NAS PRÓXIMAS SEMANAS E TENHA QUE ESTENDER SUA ESTADIA. AGORA AS CRIANÇAS COM FENDA NO PALATO MOLE SOMENTE COM 6 MESES AS  QUE FOREM SELECIONADAS NO PROJETO TOPZ OU COM 12 MESES AS QUE TIVEREM OUTROS COMPROMETIMENTOS COMO NO CASO DA SOFIA O AUDITIVO, ISSO NÃO IRÁ INTERFERIR NO TRATAMENTO DELA, VISTO QUE SEMPRE FOI FEITA COM GRANDE PARCELA DE ÊXITO ESSA CIRURGIA COM 1 ANO DE IDADE. MAS, A EQUIPE DO CENTRINHO ESTÁ PESQUISANDO A EFICÁCIA DESSA CIRURGIA EM CRIANÇAS COM FISSURAS ISOLADAS AOS 6 MESES E COMPARANDO COM AS QUE A REALIZAM COM 12 MESES, SE A RESPOSTA DAS CRIANÇAS QUE OPERAM COM 6 MESES FOR COMPROVADAMENTE EFICAZ ELES IRÃO PASSAR A REALIZÁ-LA EM TODAS COM 6 MESES. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

MUITO OBRIGADA DRA.ISABELLA


COMPLICAÇÕES OTOLÓGICAS EM CRIANÇAS FISSURADAS



Complicações otológicas em crianças fissuradas
[
Autor(es):
Ariovaldo Armando da Silva*
Oscar Antonio Queiroz Maudonnet**




Palavras-chave:

Keywords: cleft palate; middle ear


Resumo: Os autores relatam as principais causas das otites freqüentes em fissurados e fazem considerações sobre o uso de tubos de ventilação.


Introdução

As deformidades palatinas freqüentemente são acompanhadas de manifestações clínicas associadas e distantes da cavidade oral. As crianças fissurados apresentam distúrbios no desenvolvimento da fala, alterações da deglutição, doenças do ouvido médio e dificuldades adaptativas-sociais. É estimada em 1:500 e 1:750(1) a incidência de fissura palatina em nascidos vivos, tanto em sua forma isolada como associada a outras malformações. Em crianças com fissura palatina, a incidência de otite média varia entre 50% e 90% dos casos, conforme o estudo realizado(2,3,4,5,6), o que é 30 vezes mais freqüente que nas populações normais(7) e de fissurados labiais unicamente(1,5). Geralmente as otites são decorrentes de alterações tubárias e da mucosa nasal. Mesmo em populações assintomáticas é de 37% a incidência silenciosa de otite(s), demonstrada por exames timpanométricos(6). Existe déficit auditivo conjuntivo em 90% das crianças fissuradas com otite média(9,10), sendo geralmente de intensidade leve ou moderada(7). Observa-se em pouco mais da metade dos casos, escassa pneumatização bilateral das mastóides(7). As otites freqüentes na infância podem provocar lesões neurossensoriais(13,14), assim também outras seqüelas otológicas como retração e perfuração do tímpano(11 ). A incidência de otites diminui após a correção cirúrgica do palato e também com o avançar da idade do paciente(11). Este déficit auditivo contribui para comprometer o desenvolvimento da fala na criança fissurada(12).

As malformações crânio-faciais e as fissuras palatinas têm origem congênita de base genética (síndrome cromossômicas) ou adquiridas (por drogas, infecções na gravidez, etc...). As malformações faciais que atingem o primeiro e - segundo arcos branquiais são freqüentemente acompanhadas de lesões no ouvido médio, especialmente com alterações da cadeia ossicular e atresia de condutos e, conseqüente, hipoacusia condutiva. Ocasionalmente ocorrem malformações do ouvido interno, por comprometimento do folheto ectodérmico, resultando em surdez neurossensorial(13,14). Poucas malformações têm surdez mista e de caráter progressivo(14), como é a displasia crânio-metafiseal. Genericamente, a surdez está presente em mais de 50% dos pacientes com malformações faciais. Nos estados associados de fissura palatina e malformações faciais a incidência de surdez aumenta n razão direta do número de outras malformações presentes(13,14). Ressalta-se que nos fissurados, em s maioria, as alterações anatômicas buco-naso-faríngeas são as responsáveis pelas otites médias e conseqüentemente hipoacusia condutiva.

Linguagem e Audição - Aspectos gerais e no fissurado

A aquisição normal da linguagem depende de um sistema sensorial auditivo normal, do sistema perceptivo - integrador central amadurecido estruturado (áreas corticais e sub- corticais cerebrais) e de um sistema expressivo motor perfeito. É um pr cesso dependente de aprendizado constante, do estado emociona equilibrado, estimulante e da realimentação própria do sistema (15). sistema auditivo compreende o ouvi do, o nervo auditivo, em suas porções e conexões tronculares, sub- corticais, corticais e em especial lobo temporal.

O sistema auditivo atua como exteroceptor sonoro e na realimentação acústica das emissões orais, desenvolvendo e aperfeiçoando a fala. Interessa-nos discutir a porção periférica. O ouvido possui três porções (externa, média e interna) anatomicamente situadas em escavações do osso temporal (Fig. 1) e revestidas por tecidos específicos. O ouvido externo tem função de condução do som do exterior para a membrana timpânica. O ouvido médio amplifica e conduz o som em direção ao ouvido interno, utilizando, para isto, a cadeia ossicular. O ouvido médio possui comunicação com a rinofaringe através da tuba de Eustáquio e tem por função igualar a pressão entre o ouvido médio e o ambiente. Fisiologicamente a mucosa da caixa timpânica absorve 1 ml de gás por dia, determinando queda da pressão do ar interno, que se não reposto pela tuba, acarretará retração da membrana timpânica até sua total aderência ao fundo da cavidade(1). A obstrução tubária prolongada provoca secreção serosa no ouvido médio, fenômeno que é observado experimentalmente após 25 horas de ligação cirúrgica da tuba, sendo observada após 60 horas uma metaplasia da mucosa da caixa timpânica(16). A timpanometria é o exame utilizado para estudar a função tubária e consiste em medir a mobilidade da membrana timpânica e da cadeia ossicular, revelando alteração da impedância local (resistência). às pressões externas (positivas ou negativas), quando existir efusão na caixa e/ou retração timpânica ). No ouvido interno está o região neurossensorial, responsável pela transdução da mensagem sonora, fenômeno no qual a energia acústica mecânica é transformada em estímulo neuroelétrico (Fig. 1).

As deficiências auditivas são divididas em três grupos:
1. Condutivas - quando existe comprometimento do ouvido externo e/ou médio;
2. Neurossensoriais - quando existe comprometimento das funções do ouvido interno;
3. Mistas - associação de perda condutiva e neurossensorial.

O exame audiométrico subjetivo tonal permite identificar os diferentes tipo de surdez. O teste audiométríco é aplicado através da estimulação sonora sobre o conduto auditivo externo (via aérea) e sobre a região mastóidea (via 6ssea) (Fig. 2). No caso das patologias Condutivas a transmissão por via aérea está prejudicada, enquanto a transmissão por via 6ssea mantém-se inalterada. Nas lesões neurossensoriais, tanto a via aérea como a via óssea estão igualmente prejudicadas. Os limiares das intensidades sonoras percebidas são determinados em diferentes freqüências e registrados em gráfico adequado.

A classificação das intensidades das perdas auditivas é suas conseqüências sobre a recepção dos sons da fala são analisadas no esquema n°1.

Nos casos das otites em fissurados, a surdez geralmente é condutiva, de intensidade leve a moderada e devido à disfunção tubária. Está caracterizada na fala dos pacientes, por substituição de consoantes (especialmente as surdas-sonoras), alterações da emissão de vogais, nasalidade e sigmatismo(7). A linguagem como processo mais amplo, dependente do pensamento, não é alterada por este déficit auditivo(17).



Fig. 1



Fig. 2 - Transmissão do som por via óssea (V.O.) e via aérea (V.A.)






Fisiopatologenia

As complicações do ouvido médio dependem de três fatores, todos envolvendo basicamente a função tubária, e são eles:

A) Fator mecânico - compreende os itens:

1) existe desequilíbrio muscular faríngeo devido à fenda. A falta de apoio mediano inferior do periestafilino interno e, em menor grau, do periestafilino externo, compromete a função muscular tubária08).

2) existem perturbações funcionais tubárias decorrentes das manobras cirúrgicas no periestafilino externo(18);

3) durante o ato cirúrgico a não-preservação do humulus pterigóideo (estrutura que serve de apoio à musculatura tubária), provoca disfunção tubária(17); outros autores(5), entretanto, não observaram este aspecto;

4) existem distúrbios relacionados com a pressão negativa que é criada no cavum pelos movimentos de deglutição e respiração, que, transmitidos diretamente pela fissura à tuba e ao. ouvido médio, provocam colapsos e insufléncia de aeração na caixa timpânica(5);

5) observa-se diminuta inclinação tubária no recém-nato, favorecendo a entrada de líquidos do cavum à caixa timpânica. Somente aos seis anos de idade, a tuba adquire a inclinação normal observada no adulto(5.20);

6) existe pequena capacidade no ouvido médio em crianças (0,3 cc de água) para a acomodação de líquidos. Aos seis anos a caixa timpânica atinge o volume de 0,6 a 0,8 cc de água, comum ao adulto(19,20).

B) Fator inflamatório - compreende os itens:

1) a hipertrofia e a infecção adenoideana, impedem a aeração e o fluxo normal das secreções do cavum, contaminando a tuba e o ouvido médio(5);

2) as alterações da mucosa nasal e da função ciliar, ocasionadas pelo refluxo buco-nasal, levam ao aparecimento de hipertrofia e granulação inflamatória local, ocasionando edema peritubário(5);

3) a reação vasomotora do cavum, devido ao contato com ar frio e seco aspirado pela boca, evolui com edema tubário(s);

4) a alteração da viscosidade nasal e tubária, com colapsos freqüentes da tuba, compromete a aeração da caixa timpânica.

C) Fator imunitário - vasomotor: As rinites alérgicas, as vasomotoras e as deficiências imunitárias, evoluem com edema e hiperplasia da mucosa nasal e tubária, favorecendo o aparecimento das otites(18). Supõe-se que as alterações morfológicas do fissurado modificam as taxas de imunoglobulinas específicas da região, ocasionando queda da resistência às infecções(18).

Quadro clínico das otites médias

O quadro agudo das otites em crianças, caracteriza-se por otalgia febre, às vezes diarréia, queda do estado geral e meningismo. Pelo exame, observamos o tímpano abaulado, hiperemiado, com exsudato purulento ou micro-hemorrágico(18). O
processo crônico, originado de otite aguda não resolvida ou de disfunção tubária persistente, caracteriza-se por apresentar tímpanos róseo-alaranjados, espessados, vascularizado abaulados ou retraídos. Este quadro crônico evolui em surtos de reagudização, quando volta a apresentar otalgia e febre(21). Ocasionalmente ocorre perfuração espontânea da membrana timpânica, devido ao aumento da pressão local pelo líquido acumulado, com aparecimento da otorréia purulenta. As perfurações timpânicas no quadrante superior podem complicar com o desenvolvi mento de colesteatoma, que é massa epitelial crescendo para dentro da caixa timpânica, erodindo ossículo: e mastóide. Os quadros agudos ( crônicos, mal resolvidos, podendo evoluir para meningite, abscesso cerebral e trombose vascular cerebral Freqüentemente, o caráter espoliativo de infecções repetidas na infância pode ocasionar déficit do desenvolvimento pôndero-estrutural( 1,3,5,17,21).








Tratamento

A correção da fissura palatina reduz sensivelmente, em até 80% do: casos, o aparecimento de otites(e).

A curetagem exclusivamente na região peritubária da adenóide hipertrofiada favorece a aeração, reduzindo o refluxo de secreção purulenta do cavum para a caixa timpânica(18).

A correção clinica dos quadros de rinites alérgica e vasomotora (cor utilização de vacinas, corticóides cromoglicato dissódico, anti-histaminicos, esportes, etc.) permite melhorar a função nasal e tubária(5).

A correção das otites médias baseia-se clinicamente na utilização de medicamentos como antibióticos, fluidificantes e antinflamatórios. Os casos crônicos são resolvidos cirurgicamente pela inserção de drenos transtimpânicos (1 ,18,22). Como os quadros de otite têm aparecimento precoce, muitas vezes ainda no período neo-natal, e são persistentes, muito se discute sobre a melhor época para a colocação do dreno. Alguns autores(5,8) propõem inserção precoce do dreno já aos três meses de idade e, em caso de expulsão, tomam a reinseri-lo quantas vezes for necessário. Justificam este comportamento em função das complicações otológicas tardias que possam ocorrer, como a otite adesiva, o tolesteatoma e a timpanosclerose. Outros autores (20.23) acreditam que a inserção do dreno deve ocorrer, se necessário, somente no momento da correção do palato. Argumentam que a inserção precoce favorece o aparecimento de otorréia persistente, superinfecção e perfuração residual. Outros(18), consideram que a retração timpânica não é tão significativa e pode ser controlada unicamente por medicamentos, sendo resolvida espontaneamente aos seis anos de idade, não indicando cirurgia.

Entretanto, é conveniente analisar cada paciente particularmente, não esquecendo que é mais fácil ventilar um ouvido pela drenagem do que corrigir eventual otite adesiva ou colesteatoma secundário.

As complicações otológicas, como perfurações e colesteatomas, implicam em correção cirúrgica apropriada e, às vezes, urgente.

Exercícios fonoterápicos de deglutição, respiração e massagens no véu palatino podem ajudar a reconduzir a tuba de Eustáquio à função normal, reduzindo as recorrências de otites médias(s).

As malformações do ouvido externo de origem genética, como atresia ou agenesia, requerem cirurgia plástica corretiva para alargamento do conduto, na idade apropriada. As malformações da cadeia ossicular podem ser amenizadas com a implantação de enxertos totais do ouvido médio (membrana timpânica e ossículos de um doador).

A deficiência auditiva neurossensorial ou condutiva, de intensidade não compatível com a comunicação normal, pode ser beneficiada com o uso de aparelho de amplificação sonora individual. Neste caso, achamos conveniente apoio fonoaudiológico específico.

Devido à complexidade dos quadros otológicos em fissurados, como também a gravidade do prejuízo funcional que podem representar na comunicação humana, achamos conveniente o acompanhamento por médico otologista.

Summary

The authors related the principals causes of the otological complications en cleft palatal and, the use of ventilation's tubes in the therapy.

Agradecimentos

Dra. Ana Maria F. Simões Bianchi
Revisão Bibliográfica

Dr. Dallas Irany De Conti
Desenho

Fundação Affonso Ferreira


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* Médico ORL e Foniatra do Instituto Penido Burnier
** Médico ORL do Instituto Penido Burnier
Endereço para correspondência: Av. Andrade Neves, 511- CEP 13020 -Campinas -SP - Fone: (0192) 2-1027
Indexações: MEDLINE, Exerpta Medica, Lilacs (Index Medicus Latinoamericano), SciELO (Scientific Electronic Library Online)
Classificação CAPES: Qualis Nacional A, Qualis Internacional C

ANOMALIAS CRANIOFACIAIS E FISSURAS LABIOPALATAIS


Anomalias craniofaciais
Fissuras labiopalatais


MATERIAL DO SITE DO CENTRINHO DE BAURU
Por malformação craniofacial entende-se toda alteração (ou defeito) congênita que envolve a região do crânio e da face.

 U ma das anomalias craniofaciais mais freqüentes é a fissura de lábio e/ou palato, que ocorre em uma a cada 1.000 crianças nascidas no mundo.

No Brasil, há referência de que a cada 650 crianças nascidas uma é portadora de fissura labiopalatal. É no tratamento desta anomalia que o Centrinho/USP tem se especializado ao longo desses 35 anos de existência.

 A filosofia de tratamento corretivo, integral e humanizado seguida à risca pela equipe interdisciplinar do Centrinho/USP é responsável pelo respeito e reconhecimento da comunidade científica
 internacional, que já teve oportunidade de demonstrar isso, conferindo ao Hospital e a seus dirigentes prêmios e certificados.

O que é?
Trata-se de uma abertura na região do lábio e/ou palato, ocasionada pelo não fechamento destas estruturas, que ocorre entre a 4ª e a 12ª  semana de gestação.

 As fissuras podem ser unilaterais ou bilaterais e variam desde formas mais leves como cicatriz labial ou úvula bífida até formas mais graves como as fissuras completas de lábio e palato. Por vezes, podem ocorrer fissuras atípicas que envolvem outras áreas além do lábio superior e palato, como a região oral, nasal, ocular e craniana.

Causas
 Muitos cientistas têm pesquisado sobre os fatores que podem provocar a fissura. A conclusão é de que a causa é multifatorial, ou seja, muitos fatores podem levar ao nascimento de uma pessoa fissurada.

Por vezes, uma combinação de fator genético e ambiental pode ser a causa da fissura. O fator genético envolve uma inter-relação de várias informações genéticas (genes) herdadas dos pais. Entre os fatores ambientais, o uso de álcool ou cigarros; a realização de raios X na região abdominal; a ingestão de medicamentos, como anti-convulsivantes ou corticóide, durante o primeiro trimestre gestacional também podem provocar a malformação do lábio e/ou do palato.

Incidência
 No Brasil, a cada 650 crianças nascidas uma tem essa malformação. As fissuras labiais e labiopalatal são mais freqüentes no sexo masculino e as fissuras somente de palato ocorrem mais no sexo feminino.

A incidência cresce com a presença de familiares fissurados nas seguintes proporções:            pais normais = 0,1% de chance de ter um filho fissurado;
            pais normais e um filho fissurado = 4,5% de chance de ter outro filho fissurado;
            um dos pais e um filho fissurado = 15% de chance de ter outro filho fissurado.

Os pilares do tratamento
 O tratamento das anomalias craniofaciais congênitas envolve diversas especialidades da saúde. No caso das fissuras labiopalatais, o tratamento baseia-se na Odontologia, tendo como ponto de equilíbrio a atuação da Cirurgia Plástica e da Fonoaudiologia. As demais especialidades funcionam como o fiel da balança.

Como tratar?
 É importante que logo após o nascimento, os pais se informem sobre os cuidados com o filho fissurado, uma vez que se trata de um bebê com particularidades, principalmente, no que diz respeito à alimentação, pois seu lábio ou céu da boca são abertos. A mãe precisa saber como amamentar a criança sem que ela engasgue ou devolva o leite.

Para isso, é fundamental, num primeiro momento, conhecer o que é a fissura e saber que essa malformação tem tratamento. A equipe interdisciplinar do Centrinho/USP atua no sentido de integrar o paciente ao convívio normal.

Fique tranqüilo
Se você tem ou conhece alguém que tenha um bebê com fissura labiopalatal, fique tranqüilo: há tratamento. As informaç&otildes preliminares são fornecidas pela equipe que faz agendamento e matrícula.


Que caminho devo percorrer?
Do contato inicial com o Centrinho/USP até a primeira cirurgia, o paciente deve percorrer um longo caminho, que percorre a Central de Agendamentos com as primeiras informações para casos novos, passando pela matrícula, até as orientações sobre a rotina de internação. Todos esses passos são orientados por nossa equipe.

Já na primeira visita ao Hospital é elaborado um plano de tratamento e o paciente esclarece todas as suas dúvidas. É nesta fase que a equipe interdisciplinar entra em ação.

Ao vir para a primeira cirurgia o paciente é submetido à chamada rotina de internação. Essa rotina será seguida sempre que o paciente for submetido a cirurgias. Nessa etapa, ele é avaliado por diversos profissionais da saúde

Amamentar bebê com fissura exige dedicação dobrada
Profissionais de saúde devem entender aspectos emocionais envolvidos com o nascimento de uma criança com fissura e as dificuldades relacionadas à alimentação

A amamentação é um direito adquirido pela mãe. Dar de mamar depende de sua escolha e de algumas questões culturais que, às vezes, envolvem a família, o marido e alguns fatores estéticos. E é claro que vários mitos estão sempre presentes confundindo esta escolha. Mas, se diversas perguntas atormentam as mães principiantes quando o assunto é amamentar, o que dizer de mães que têm bebês com fissura de lábio e/ou palato?

Para esclarecer as principais dúvidas sobre como amamentar o bebê fissurado, entrevistamos a enfermeira integrante da equipe interdisciplinar do Centrinho/USP, Isabel Aurélia Lisboa. De acordo com a enfermeira, os profissionais do Centrinho/USP orientam as mães sobre as técnicas de alimentação e sobre as dificuldades das crianças, pautadas na bibliografia referente ao assunto.

"Cientes dos benefícios do aleitamento materno quanto aos aspectos nutricionais, psicológicos, anti-infecciosos e protetor, assim como da importância da sucção como estímulo ao desenvolvimento da face e do sistema motor oral para a fala, temos orientado o aleitamento materno sempre que possível", explica Isabel. Mas, a profissional avisa que é preciso ter disposição para a prática do aleitamento.

O bebê fissurado consegue pegar o peito?
Isabel Lisboa - Consegue. Na verdade, isso vai depender muito da mãe. Ela precisa ter disposição e, se necessário, ajudar o bebê procurando a melhor posição e fazendo massagem na mama. Antes é preciso esclarecer que existem vários tipos de fissura. No caso das fissuras só de lábio, chamadas de pré-forame, a amamentação é tranqüila, só depende da disposição e dedicação da mãe. Mas, as fissuras de palato (pós-forame) ou de lábio e palato (transforame) dificultam bastante o aleitamento no peito, pois o bebê tem dificuldade de sugar o leite, pode sentir fadiga e, conseqüentemente, ingerir leite em quantidade insuficiente.

O que fazer nesse caso?
Isabel Lisboa - Nesses casos mais difíceis, a mãe é orientada a fazer a ordenha e dar o leite materno na mamadeira. Quando a criança tem fissura de palato ou de lábio e palato, a mãe consegue amamentar no máximo até a 3a semana de vida. É por isso que indicamos a ordenha, pois a nossa preocupação é que mamando mal o bebê terá pouco ganho de peso.

Há orientação sobre o bico da mamadeira?
Isabel Lisboa - O bico ortodôntico é o mais indicado, mas outros bicos também podem ser utilizados desde que a criança esteja adaptada, o importante é que o bico deve ter um orifício que libere o leite gotejado, na quantidade adequada. Quando necessário, a mãe deve aumentar delicadamente o tamanho do orifício.

O leite artificial é indicado para os bebês que não conseguem mamar no peito?
Isabel Lisboa - O leite indicado em primeiro lugar é sempre o materno. Por orientação do pediatra a mãe pode completar a amamentação com leite artificial, mas só se o pediatra recomendar.

Existe um peso ideal para a criança com fissura fazer a primeira cirurgia?
Isabel Lisboa - A primeira cirurgia de lábio, denominada queiloplastia, deve ser feita aos 3 meses de vida e o peso ideal para essa idade é 5Kg.

O que pode interferir na produção do leite materno?
Isabel Lisboa - O aspecto psicológico vale para todas as mães, mas especialmente para as mães que têm um bebê com fissura, o impacto emocional ao ver a criança logo após o nascimento, ou até mesmo pela demora dos médicos ao trazer o bebê para o quarto, acaba interferindo demais no aleitamento. Muitas vezes, quando a mãe vê o bebê malformado a produção de seu leite é automaticamente bloqueada. A falta de orientação dos profissionais da área da saúde também interfere.

Existe uma posição ideal para amamentar esses bebês?
Isabel Lisboa - A mãe deve encontrar a posição ideal, de um modo geral, a criança deve ficar semi-sentada. Depois de amamentar, a mãe deve colocar a criança deitada de lado e elevar sua cabecinha com o apoio de um travesseiro.

Existe uma higiene específica para a fissura?
Isabel Lisboa - Sim, é importante que a mãe limpe muito bem a região da fissura, antes e após as mamadas. A limpeza deve ser feita com água fervida ou filtrada e com cotonetes ou a ponta de uma fralda. A mãe deve retirar o leite em excesso com o cotonete umedecido. O lábio do bebê costuma ressecar, quando isso acontecer a mãe pode hidratá-lo com óleo mineral.


Quanto tempo dura o tratamento?
 Para a eficácia da reabilitação, os especialistas aconselham que os pais tragam seus filhos para se tratar o mais cedo possível. As primeiras cirurgias são feitas, normalmente, quando a criança tem poucos meses de vida, de acordo com a seqüência das etapas terapêuticas.

O tratamento só termina quando o paciente está próximo de alcançar a maioridade. Isso não impede que uma pessoa adulta, que não teve acesso ao tratamento quando criança, procure atendimento no Centrinho/USP. Iniciar cedo é importante, mas nunca é tarde para buscar ajuda.

Vale a pena?
Vale! Hoje, só na área de anomalias craniofaciais congênitas mais de 36 mil pessoas estão regularmente matriculadas no Centrinho/USP. Elas buscam um tratamento adequado na esperança de transformarem seus sonhos em realidade.

Quantas dessas pessoas já sentiram na pele a indiferença da sociedade diante de sua face marcada? E quantos e quantos problemas foram expostos aos nossos profissionais da saúde, que com competência e humanismo resolveram tudo o que estava ao alcance deles... "Tudo vale a pena se a alma não é pequena..." Assim, dizia Fernando Pessoa, poeta português, muito sábio... Afinal, qual a graça de viver sem enfrentar obstáculos?

Quanto custa?
 Nada! Todas as despesas do tratamento são pagas pela Universidade de São Paulo e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, com dinheiro público. Você não precisa desembolsar nenhum centavo durante todo o tratamento.

Alternativas de tratamento
A cirurgia é o grande destaque do tratamento das fissuras palatais, mas não é a única alternativa. Estudos científicos comprovaram a eficácia de uma prótese, denominada prótese de palato, capaz de suprir a ausência do palato. Os implantes ósseointegrados também são bastante utilizados no tratamento das anomalias craniofaciais. Portanto, há sempre um tratamento mais adequado para você.

Prótese de palato: respeito ao crescimento craniofacial
Ao longo do tratamento, que pode durar de 15 a 20 anos, o paciente com fissura labiopalatal sofre diversas cirurgias. Às vezes, a cirurgia pode ir de encontro ao crescimento craniofacial da criança, o que, a longo prazo, pode comprometer o tratamento. A prótese de palato é indicada para alguns casos específicos, visando, justamente, respeitar o crescimento craniofacial e facilitar o tratamento. Mais detalhes sobre a prótese de palato podem ser obtidos em programas da Fonoaudiologia.

Implante Ósseointegrado
Os implantes ósseointegrados intra-orais (dentários) são utilizados com bastante êxito nos pacientes portadores de fissura labiopalatal. Devido às particularidades intra-orais, já que há ausência de dentes na região da fenda, o paciente não tem condições de sustentar próteses comuns, o que justifica a necessidade deste tipo de implante que, além de favorecer melhor resultado estético, mantém a prótese firme.

Deficiência auditiva
O Centrinho/USP tem se especializado nos problemas da audição por saber que o universo de deficientes auditivos no Brasil não é pequeno. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, a cada 1.000 nascimentos 3 são de crianças com problemas auditivos.

 Segundo o Dr. Orozimbo Alves Costa Filho, otologista e otorrinolaringologista do Centrinho/USP, "ter uma deficiência auditiva não significa ser surdo". Assim, o indivíduo pode apresentar desde uma pequena alteração auditiva, que mal é percebida, até uma surdez profunda ou severa. Além disso, há dois tipos de surdez: a congênita e a adquirida.

 No primeiro caso, a pessoa já nasce surda. No segundo, ela nasce com a audição perfeita e a perde devido a alguma doença ou por acidente ou, ainda, na velhice - período em que a deficiência auditiva é muito comum.

Centros especializados
As deficiências auditivas têm lugar certo no atendimento do Centrinho/USP. Existem três unidades específicas para atender a parcela da população que sofre de perda auditiva: Divisão de Saúde Auditiva, Cedau e CPA. Todos eles estruturados para oferecer ao paciente o melhor atendimento. Triagens, terapias e exercícios fazem parte do dia-a-dia desses centros, além dos atendimento específicos que contam com tecnologia de ponta, como é o caso do Programa de Implante Coclear, realizado no CPA.

Sobre o tratamento...
Na deficiência auditiva, o tratamento tem como ponto de equilíbrio as atuações da Medicina e da Fonoaudiologia, sempre com atendimentos complementares para garantir tratamento integral.

Que caminho percorrer?
Do contato inicial com o Centrinho/USP até a triagem e o encaminhamento para a equipe de diagnóstico, o paciente deve percorrer um caminho pré-determinado, que vai desde a Central de Agendamento, passa pela matrícula e chega à rotina de tratamento. Todos esses passos são orientados por uma equipe interdisciplinar.

Vale a pena?
Mais de 18 mil pessoas que têm algum tipo de deficiência auditiva estão matriculadas no Centrinho/USP. Uma prova de que compensa - e muito - buscar tratamento especializado.

Quanto custa?
Nada. Todas as despesas do tratamento são custeadas pela Universidade de São Paulo e Ministério da Saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja: com dinheiro

OPERAÇÃO SORRISO BRASIL


VEJA O SITE: http://www.operationsmile.org.br


Quem São?

Devolvendo sorriso para as crianças. Fazendo do mundo um lugar melhor.

Na Operação Sorriso, nós mensuramos quem somos pela alegria que vemos nos rostos das crianças. Nós somos mais do que uma organização de caridade. Mais do que uma ONG. Nós somos uma força mobilizada de profissionais da saúde e corações dedicados em oferecer segurança e cirurgias reconstrutivas para crianças que nasceram com deformidades faciais, tais como a fissura lábio-palatina.

Estima-se que mais de 200.000 crianças nascem por ano no mundo acometidas pela fissura. Somente no Brasil estima-se que sejam mais de 5.600. Geralmente com severas dificuldades para se alimentar, falar, socializar-se ou mesmo sorrir. Algumas delas são excluídas, escondidas do contato social e rejeitadas. E na maioria dos casos, seus pais não têm condições de pagar pela cirurgia que elas tanto necessitam para terem uma vida normal.

E é exatamente aí que nós atuamos. Desde 1982, a Operação Sorriso - através de dedicados voluntários – tem oferecido cirurgias gratuitas para crianças em mais de 50 países, devolvendo a elas o sorriso e a esperança de um futuro melhor.

Graças a generosidade e o espírito de voluntariado de nossos parceiros, mais de 160.000 crianças, sendo mais de 3.500 somente no Brasil, tiveram a chance de uma nova vida devido ao nosso trabalho. Com sua ajuda, quantas vidas poderão ser transformadas amanhã?

PROGRAMAS CIRÚRGICOSProgramas Humanitários Data da Seleção de Pacientes Data das cirurgias Local

Programa Nacional de Maceió
14 de março 16 a 19 de março Ambulatório Rodrigo Ramalho

Programa Internacional de Fortaleza
24 e 25 de abril 28 de abril a 2 de maio Sede da Associação Beija-Flor / Funface

Programa Internacional do Rio de Janeiro
31 de maio até 01 de junho 2 a 8 de junho CTAC – Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais

Programa Nacional de Santarém
24 de setembro 26 a 29 de setembro Casa da Criança



PROGRAMAS PÓS OPERATÓRIOS
Revisão dos pacientes já operados Programas Pós Operatórios (POP) Data Local

Após 2 anos
Pop Fortaleza 25 de abril Sede da Associação Beija-Flor / Funface

Após 1 ano (para quem foi operado em 2011)
Pop Maceió 14 de março Ambulatório Rodrigo Ramalho

Após 1 ano (para quem foi operado em 2011)
Pop Rio de Janeiro 01 de abril A confirmar

Após 1 ano (para quem foi operado em 2011)
Pop Santarém 24 de setembro A confirmar

Após 6 meses (para quem foi operado no Rio e Santarém em 2011 e pacientes de 2012 de Maceió e Fortaleza)
Pop Rio de Janeiro 13 de janeiro CTAC

Após 6 meses (para quem foi operado no Rio e Santarém em 2011 e pacientes de 2012 de Maceió e Fortaleza)
Pop Santarém 02 de março Casa da Criança

Após 6 meses (para quem foi operado no Rio e Santarém em 2011 e pacientes de 2012 de Maceió e Fortaleza)
Pop Maceió 29 de agosto A confirmar

Após 6 meses (para quem foi operado no Rio e Santarém em 2011 e pacientes de 2012 de Maceió e Fortaleza)
Pop Fortaleza 08 de novembro A confirmar

Após 1 semana (para quem foi operado em 2012)
Pop Maceió 23 de março Hospital Nossa Senhora da Guia

Após 1 semana (para quem foi operado em 2012)
Pop Fortaleza 07 de maio A confirmar

Após 1 semana (para quem foi operado em 2012)
Pop Rio de Janeiro 13 de junho (a confirmar) CTAC – Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais

Após 1 semana (para quem foi operado em 2012)
Pop Santarém 03 de outubro Casa da Criança



PROGRAMAS EDUCACIONAISProgramas Educacionais Especialidade Data Local


* Estamos trabalhando para ir a dois novos lugares. Assim que confirmarmos informamos.

* Programa educacional destinado exclusivamente ao treinamento de médicos e enfermeiros, não aberto para profissionais de outras áreas.
** Programa destinado exclusivamente para acompanhamento pós cirúrgico dos pacientes operados no Programa Assistencial da Operação Sorriso na cidade.

VEJA O SITE: http://www.operationsmile.org.br


QUEM PROCURAR?


Quem procurar em Goiânia

Cerfis-Centro de Reabilitação de Fissuras lábio-palatinas
Hospital Materno Infantil
Rua R 7 esquina com Av.Perimetral, Setor Oeste
CEP 74.530-020
Telefone: (62) 3201-3345 Fax: (62) 3201-3327




Contatos do Centrinho de Bauru:


Rua Silvio Marchione 3-20  Bauru, 17012-900
(0xx)14 3235-8147.

O primeiro contato é feito no site mesmo, entre no link Serviços Online, depois no link novos pacientes.

• Área de fissura / craniofacial: Envie um e-mail para spp@centrinho.usp.br ou ligue para (14) 3235-8132.

• Área de saúde auditiva: Envie um e-mail para dsaagendamento@centrinho.usp.br ou ligue para (14) 3234-9374.

 • Implante Coclear (CPA): Envie um e-mail para eteodoro@centrinho.usp.br ou ligue para (14) 3235-8168 / 3235-8188.


No site do Centrinho eles indicam algumas pensões e hotéis próximos tive  boas indicações da Pousada dos Sonhos fone: 014-32262344 a 200 metros do Centrinho.

BLOG QUE INDICO


Blog que indico:

Blog da Rebeca que inclusive respondeu a vários e-mails meus, mesmo sendo tão ocupada me ajudou muito.
No Google pesquise: O Reino de Rafael: A fenda palatina ou copie e cole na barra de endereço o atalho abaixo:
http://enquantoonenemnaovem.blogspot.com.br/2011/06/fenda-palatina.html

Blog da Débora mãe do Bernardo no Google pesquise Um Príncipe Em Minha Vida ou copie e cole na barra de endereço o atalho abaixo:



Blog da Patrícia mãe da Clarinha no Google pesquise Fissura Lábio Palatina ou copie e cole na barra de endereço o atalho abaixo:



Blog do Lipi no Google pesquise Fissura Lábio-Palatinas ou copie e cole na barra de endereço o atalho abaixo:
http://fendaslabiopalatinas.blogspot.com.br/


Blog de enfermeiras pesquise no Google Fenda palatina - Pediatria - clubedasenfermeiras - Spaceblog.com.br ou copie e cole na barra de endereço o atalho abaixo:


Blog  de odonto pesquise no Google Fendas Labio Palatinas » Blog Odonto ou copie e cole na barra de endereço o atalho abaixo:


Blog  de odonto pesquise no Google INFORME: LÁBIO LEPORINO, FENDA PALATINA ou copie e cole na barra de endereço o atalho abaixo: