quarta-feira, 6 de junho de 2012

ANOMALIAS CRANIOFACIAIS E FISSURAS LABIOPALATAIS


Anomalias craniofaciais
Fissuras labiopalatais


MATERIAL DO SITE DO CENTRINHO DE BAURU
Por malformação craniofacial entende-se toda alteração (ou defeito) congênita que envolve a região do crânio e da face.

 U ma das anomalias craniofaciais mais freqüentes é a fissura de lábio e/ou palato, que ocorre em uma a cada 1.000 crianças nascidas no mundo.

No Brasil, há referência de que a cada 650 crianças nascidas uma é portadora de fissura labiopalatal. É no tratamento desta anomalia que o Centrinho/USP tem se especializado ao longo desses 35 anos de existência.

 A filosofia de tratamento corretivo, integral e humanizado seguida à risca pela equipe interdisciplinar do Centrinho/USP é responsável pelo respeito e reconhecimento da comunidade científica
 internacional, que já teve oportunidade de demonstrar isso, conferindo ao Hospital e a seus dirigentes prêmios e certificados.

O que é?
Trata-se de uma abertura na região do lábio e/ou palato, ocasionada pelo não fechamento destas estruturas, que ocorre entre a 4ª e a 12ª  semana de gestação.

 As fissuras podem ser unilaterais ou bilaterais e variam desde formas mais leves como cicatriz labial ou úvula bífida até formas mais graves como as fissuras completas de lábio e palato. Por vezes, podem ocorrer fissuras atípicas que envolvem outras áreas além do lábio superior e palato, como a região oral, nasal, ocular e craniana.

Causas
 Muitos cientistas têm pesquisado sobre os fatores que podem provocar a fissura. A conclusão é de que a causa é multifatorial, ou seja, muitos fatores podem levar ao nascimento de uma pessoa fissurada.

Por vezes, uma combinação de fator genético e ambiental pode ser a causa da fissura. O fator genético envolve uma inter-relação de várias informações genéticas (genes) herdadas dos pais. Entre os fatores ambientais, o uso de álcool ou cigarros; a realização de raios X na região abdominal; a ingestão de medicamentos, como anti-convulsivantes ou corticóide, durante o primeiro trimestre gestacional também podem provocar a malformação do lábio e/ou do palato.

Incidência
 No Brasil, a cada 650 crianças nascidas uma tem essa malformação. As fissuras labiais e labiopalatal são mais freqüentes no sexo masculino e as fissuras somente de palato ocorrem mais no sexo feminino.

A incidência cresce com a presença de familiares fissurados nas seguintes proporções:            pais normais = 0,1% de chance de ter um filho fissurado;
            pais normais e um filho fissurado = 4,5% de chance de ter outro filho fissurado;
            um dos pais e um filho fissurado = 15% de chance de ter outro filho fissurado.

Os pilares do tratamento
 O tratamento das anomalias craniofaciais congênitas envolve diversas especialidades da saúde. No caso das fissuras labiopalatais, o tratamento baseia-se na Odontologia, tendo como ponto de equilíbrio a atuação da Cirurgia Plástica e da Fonoaudiologia. As demais especialidades funcionam como o fiel da balança.

Como tratar?
 É importante que logo após o nascimento, os pais se informem sobre os cuidados com o filho fissurado, uma vez que se trata de um bebê com particularidades, principalmente, no que diz respeito à alimentação, pois seu lábio ou céu da boca são abertos. A mãe precisa saber como amamentar a criança sem que ela engasgue ou devolva o leite.

Para isso, é fundamental, num primeiro momento, conhecer o que é a fissura e saber que essa malformação tem tratamento. A equipe interdisciplinar do Centrinho/USP atua no sentido de integrar o paciente ao convívio normal.

Fique tranqüilo
Se você tem ou conhece alguém que tenha um bebê com fissura labiopalatal, fique tranqüilo: há tratamento. As informaç&otildes preliminares são fornecidas pela equipe que faz agendamento e matrícula.


Que caminho devo percorrer?
Do contato inicial com o Centrinho/USP até a primeira cirurgia, o paciente deve percorrer um longo caminho, que percorre a Central de Agendamentos com as primeiras informações para casos novos, passando pela matrícula, até as orientações sobre a rotina de internação. Todos esses passos são orientados por nossa equipe.

Já na primeira visita ao Hospital é elaborado um plano de tratamento e o paciente esclarece todas as suas dúvidas. É nesta fase que a equipe interdisciplinar entra em ação.

Ao vir para a primeira cirurgia o paciente é submetido à chamada rotina de internação. Essa rotina será seguida sempre que o paciente for submetido a cirurgias. Nessa etapa, ele é avaliado por diversos profissionais da saúde

Amamentar bebê com fissura exige dedicação dobrada
Profissionais de saúde devem entender aspectos emocionais envolvidos com o nascimento de uma criança com fissura e as dificuldades relacionadas à alimentação

A amamentação é um direito adquirido pela mãe. Dar de mamar depende de sua escolha e de algumas questões culturais que, às vezes, envolvem a família, o marido e alguns fatores estéticos. E é claro que vários mitos estão sempre presentes confundindo esta escolha. Mas, se diversas perguntas atormentam as mães principiantes quando o assunto é amamentar, o que dizer de mães que têm bebês com fissura de lábio e/ou palato?

Para esclarecer as principais dúvidas sobre como amamentar o bebê fissurado, entrevistamos a enfermeira integrante da equipe interdisciplinar do Centrinho/USP, Isabel Aurélia Lisboa. De acordo com a enfermeira, os profissionais do Centrinho/USP orientam as mães sobre as técnicas de alimentação e sobre as dificuldades das crianças, pautadas na bibliografia referente ao assunto.

"Cientes dos benefícios do aleitamento materno quanto aos aspectos nutricionais, psicológicos, anti-infecciosos e protetor, assim como da importância da sucção como estímulo ao desenvolvimento da face e do sistema motor oral para a fala, temos orientado o aleitamento materno sempre que possível", explica Isabel. Mas, a profissional avisa que é preciso ter disposição para a prática do aleitamento.

O bebê fissurado consegue pegar o peito?
Isabel Lisboa - Consegue. Na verdade, isso vai depender muito da mãe. Ela precisa ter disposição e, se necessário, ajudar o bebê procurando a melhor posição e fazendo massagem na mama. Antes é preciso esclarecer que existem vários tipos de fissura. No caso das fissuras só de lábio, chamadas de pré-forame, a amamentação é tranqüila, só depende da disposição e dedicação da mãe. Mas, as fissuras de palato (pós-forame) ou de lábio e palato (transforame) dificultam bastante o aleitamento no peito, pois o bebê tem dificuldade de sugar o leite, pode sentir fadiga e, conseqüentemente, ingerir leite em quantidade insuficiente.

O que fazer nesse caso?
Isabel Lisboa - Nesses casos mais difíceis, a mãe é orientada a fazer a ordenha e dar o leite materno na mamadeira. Quando a criança tem fissura de palato ou de lábio e palato, a mãe consegue amamentar no máximo até a 3a semana de vida. É por isso que indicamos a ordenha, pois a nossa preocupação é que mamando mal o bebê terá pouco ganho de peso.

Há orientação sobre o bico da mamadeira?
Isabel Lisboa - O bico ortodôntico é o mais indicado, mas outros bicos também podem ser utilizados desde que a criança esteja adaptada, o importante é que o bico deve ter um orifício que libere o leite gotejado, na quantidade adequada. Quando necessário, a mãe deve aumentar delicadamente o tamanho do orifício.

O leite artificial é indicado para os bebês que não conseguem mamar no peito?
Isabel Lisboa - O leite indicado em primeiro lugar é sempre o materno. Por orientação do pediatra a mãe pode completar a amamentação com leite artificial, mas só se o pediatra recomendar.

Existe um peso ideal para a criança com fissura fazer a primeira cirurgia?
Isabel Lisboa - A primeira cirurgia de lábio, denominada queiloplastia, deve ser feita aos 3 meses de vida e o peso ideal para essa idade é 5Kg.

O que pode interferir na produção do leite materno?
Isabel Lisboa - O aspecto psicológico vale para todas as mães, mas especialmente para as mães que têm um bebê com fissura, o impacto emocional ao ver a criança logo após o nascimento, ou até mesmo pela demora dos médicos ao trazer o bebê para o quarto, acaba interferindo demais no aleitamento. Muitas vezes, quando a mãe vê o bebê malformado a produção de seu leite é automaticamente bloqueada. A falta de orientação dos profissionais da área da saúde também interfere.

Existe uma posição ideal para amamentar esses bebês?
Isabel Lisboa - A mãe deve encontrar a posição ideal, de um modo geral, a criança deve ficar semi-sentada. Depois de amamentar, a mãe deve colocar a criança deitada de lado e elevar sua cabecinha com o apoio de um travesseiro.

Existe uma higiene específica para a fissura?
Isabel Lisboa - Sim, é importante que a mãe limpe muito bem a região da fissura, antes e após as mamadas. A limpeza deve ser feita com água fervida ou filtrada e com cotonetes ou a ponta de uma fralda. A mãe deve retirar o leite em excesso com o cotonete umedecido. O lábio do bebê costuma ressecar, quando isso acontecer a mãe pode hidratá-lo com óleo mineral.


Quanto tempo dura o tratamento?
 Para a eficácia da reabilitação, os especialistas aconselham que os pais tragam seus filhos para se tratar o mais cedo possível. As primeiras cirurgias são feitas, normalmente, quando a criança tem poucos meses de vida, de acordo com a seqüência das etapas terapêuticas.

O tratamento só termina quando o paciente está próximo de alcançar a maioridade. Isso não impede que uma pessoa adulta, que não teve acesso ao tratamento quando criança, procure atendimento no Centrinho/USP. Iniciar cedo é importante, mas nunca é tarde para buscar ajuda.

Vale a pena?
Vale! Hoje, só na área de anomalias craniofaciais congênitas mais de 36 mil pessoas estão regularmente matriculadas no Centrinho/USP. Elas buscam um tratamento adequado na esperança de transformarem seus sonhos em realidade.

Quantas dessas pessoas já sentiram na pele a indiferença da sociedade diante de sua face marcada? E quantos e quantos problemas foram expostos aos nossos profissionais da saúde, que com competência e humanismo resolveram tudo o que estava ao alcance deles... "Tudo vale a pena se a alma não é pequena..." Assim, dizia Fernando Pessoa, poeta português, muito sábio... Afinal, qual a graça de viver sem enfrentar obstáculos?

Quanto custa?
 Nada! Todas as despesas do tratamento são pagas pela Universidade de São Paulo e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, com dinheiro público. Você não precisa desembolsar nenhum centavo durante todo o tratamento.

Alternativas de tratamento
A cirurgia é o grande destaque do tratamento das fissuras palatais, mas não é a única alternativa. Estudos científicos comprovaram a eficácia de uma prótese, denominada prótese de palato, capaz de suprir a ausência do palato. Os implantes ósseointegrados também são bastante utilizados no tratamento das anomalias craniofaciais. Portanto, há sempre um tratamento mais adequado para você.

Prótese de palato: respeito ao crescimento craniofacial
Ao longo do tratamento, que pode durar de 15 a 20 anos, o paciente com fissura labiopalatal sofre diversas cirurgias. Às vezes, a cirurgia pode ir de encontro ao crescimento craniofacial da criança, o que, a longo prazo, pode comprometer o tratamento. A prótese de palato é indicada para alguns casos específicos, visando, justamente, respeitar o crescimento craniofacial e facilitar o tratamento. Mais detalhes sobre a prótese de palato podem ser obtidos em programas da Fonoaudiologia.

Implante Ósseointegrado
Os implantes ósseointegrados intra-orais (dentários) são utilizados com bastante êxito nos pacientes portadores de fissura labiopalatal. Devido às particularidades intra-orais, já que há ausência de dentes na região da fenda, o paciente não tem condições de sustentar próteses comuns, o que justifica a necessidade deste tipo de implante que, além de favorecer melhor resultado estético, mantém a prótese firme.

Deficiência auditiva
O Centrinho/USP tem se especializado nos problemas da audição por saber que o universo de deficientes auditivos no Brasil não é pequeno. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, a cada 1.000 nascimentos 3 são de crianças com problemas auditivos.

 Segundo o Dr. Orozimbo Alves Costa Filho, otologista e otorrinolaringologista do Centrinho/USP, "ter uma deficiência auditiva não significa ser surdo". Assim, o indivíduo pode apresentar desde uma pequena alteração auditiva, que mal é percebida, até uma surdez profunda ou severa. Além disso, há dois tipos de surdez: a congênita e a adquirida.

 No primeiro caso, a pessoa já nasce surda. No segundo, ela nasce com a audição perfeita e a perde devido a alguma doença ou por acidente ou, ainda, na velhice - período em que a deficiência auditiva é muito comum.

Centros especializados
As deficiências auditivas têm lugar certo no atendimento do Centrinho/USP. Existem três unidades específicas para atender a parcela da população que sofre de perda auditiva: Divisão de Saúde Auditiva, Cedau e CPA. Todos eles estruturados para oferecer ao paciente o melhor atendimento. Triagens, terapias e exercícios fazem parte do dia-a-dia desses centros, além dos atendimento específicos que contam com tecnologia de ponta, como é o caso do Programa de Implante Coclear, realizado no CPA.

Sobre o tratamento...
Na deficiência auditiva, o tratamento tem como ponto de equilíbrio as atuações da Medicina e da Fonoaudiologia, sempre com atendimentos complementares para garantir tratamento integral.

Que caminho percorrer?
Do contato inicial com o Centrinho/USP até a triagem e o encaminhamento para a equipe de diagnóstico, o paciente deve percorrer um caminho pré-determinado, que vai desde a Central de Agendamento, passa pela matrícula e chega à rotina de tratamento. Todos esses passos são orientados por uma equipe interdisciplinar.

Vale a pena?
Mais de 18 mil pessoas que têm algum tipo de deficiência auditiva estão matriculadas no Centrinho/USP. Uma prova de que compensa - e muito - buscar tratamento especializado.

Quanto custa?
Nada. Todas as despesas do tratamento são custeadas pela Universidade de São Paulo e Ministério da Saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja: com dinheiro

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